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quinta-feira, 22 de março de 2012

Internatum*

Ela sentou. E ficou imóvel. Não havia mensagem nenhuma naquele estado imóvel. Só o cheiro de terra. Comum, pensou.
Suas idéias relatavam enredos ilusórios. Nada real. Nada inteligente. E o cheiro da terra lembrava que não havia mais tempo a desperdiçar. Mas o que seria desperdício nesse momento?
O sonho constante é um estado maldito. 
Estavelmente degradante.
No submundo da minha alma, uma cidade pequena e simples, sem espaço pra menininhas soberbas muito menos para  homens subversivos sexualmente. Os ego-defeitos estavam espalhados nas minhas narinas e eu sem saber como lidar gritava por socorro...imprudentemente.
Relatavam que ali havia riqueza de espiritualidade.
E o médium local tinha algo a dizer-me.
Porque eu fui me apaixonar?
Essa era a pergunta...e a resposta nem os céus estariam prontos a dedicar-me.
Sentia-me com um pouco mais de 15 anos. Em idade humana.
Eu estava ali pra curar-me. Aquele universo, no entanto, me remetia mais dor. Lembrava do túnel que estive caminhando. Se eu vim pra descobrir que nunca fui o alvo, o mistério apenas se fez mais mudo. Em caracol minha cabeça fervia e algo me dizia que não merecia nada de bom. Quando tudo ia acabar com um punhal na garganta senti que estava faltando EU ali.
D E U S!
   E U não estou só. 
   Vi a natureza do pecado. Uns tem de um jeito e outros de outro. Não sei se preciso ser mais libertina...ou liberta. Afinal o que é o pecado?

* do latim - entre o

Um comentário:

Nancy disse...

Não é só quando você morre que você está morto.