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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Uma luz no fim do tunel...

Apesar, de tantos acontecimentos de tórrido terror que o ser humano é capaz, crimes, violência e barbáries do mais terrível calão, vejo alguns seres com a energia tão "sobrevida" que percebo que ainda há esperança.
***

Volto a dançar com a magia dos meus próprios pés, que esquecidos em algum canto deixei
Pro meu canto não há mais lugar pra você: lamentação, sua bruxa
Eu quero desenhar minha boca num sorriso!
Libertação do espirito
A morte caiu-me feito uma luva

Quando duvidei que era capaz,
Eu senti o verdadeiro inferno
Inferno no inverno dessas dores
Como dói ser infeliz

A cena descrita
Era meu verdadeiro funeral
A carne já gelada 
Gelada de tanto pessimismo 
De tanta doença psicossomática
Foi aí que a mais bela divindade
Abriu-me os olhos
E fitando-me disse
Pequena menina
Abra seu espirito 
Não se acostume com a infelicidade alheia
Não te enviei aqui pra isso
Agora acorda do teu próprio pesadelo
E o transforme em algo maior
Maior 
Do tamanho que a tua alma pode ter.

Fui.
Um dia quero dançar com Ele no meio da Lua.


sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O céu que eu vi.

Como ouvir um grito desesperado do seu próprio coração? Como traduzir isso para a vida?
Foi assim:
No quarto escuro, olhos semi cerrados, ela não queria pensar, mas os pensamentos estavam  num assédio intermitente. Resolvendo se render a eles, aconteceram muitas coisas, naquele escuro, naquele silêncio...
Ninguém viu, ninguém a vê. E ela pergunta: -Alguém?
Ela só tem escutado sua própria respiração. Achou que isso queria deixar tudo. Mas, como sempre, porque se preocupar consigo mesma?
Do outro lado do quarto há um menino que apareceu esses dias. Que quer tomá-la pra ele. E ela não sabe quem ele é. Ele tem um olhar grave. Eu não quero ir com ele...
***
Entristecer,
olhar os outros,
fechar o olhar, 
introspecção aditivada
alguns círculos viciosos
o centro do mundo
uma flor deixada para trás
uma pessoa terna
mas ao mesmo tempo má
a maldade está nele
como o universo está para o infinito
um canivete
rastros de sangue
acordo num susto
e vejo meu mundo 
agradeço com uma lágrima
o céu me convida
pra rezar
e eu questiono
-Ó Senhor
onde estava que não vi isso?