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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

O céu que eu vi.

Como ouvir um grito desesperado do seu próprio coração? Como traduzir isso para a vida?
Foi assim:
No quarto escuro, olhos semi cerrados, ela não queria pensar, mas os pensamentos estavam  num assédio intermitente. Resolvendo se render a eles, aconteceram muitas coisas, naquele escuro, naquele silêncio...
Ninguém viu, ninguém a vê. E ela pergunta: -Alguém?
Ela só tem escutado sua própria respiração. Achou que isso queria deixar tudo. Mas, como sempre, porque se preocupar consigo mesma?
Do outro lado do quarto há um menino que apareceu esses dias. Que quer tomá-la pra ele. E ela não sabe quem ele é. Ele tem um olhar grave. Eu não quero ir com ele...
***
Entristecer,
olhar os outros,
fechar o olhar, 
introspecção aditivada
alguns círculos viciosos
o centro do mundo
uma flor deixada para trás
uma pessoa terna
mas ao mesmo tempo má
a maldade está nele
como o universo está para o infinito
um canivete
rastros de sangue
acordo num susto
e vejo meu mundo 
agradeço com uma lágrima
o céu me convida
pra rezar
e eu questiono
-Ó Senhor
onde estava que não vi isso?