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terça-feira, 9 de agosto de 2011

O vulcão e a menina

Naquele dia sentia uma leve mudança no ar, não sabia ao certo o que estava acontecendo...no contextual cotidiano nada se alterava, mas era como algo subliminar devolvesse ao ar uma coisa que há tempo se esperava. Não sabia explicar nem quando, muito menos de onde vinha aquela atmosfera , aquela modificação ou alteração de sentimentos. Todavia, não estava nem um pouco preocupada se era uma mudança ou sentimento bom...ou ruim. Nada mais afetava minha maneira de objetivar minhas sensações. Eu não era mais nenhuma dívida ou dúvida. Tudo havia se transformado em dádivas cristalinas. Naquele dia, somente uma coisa me chamava atenção: - A voz que cantava um pranto há milênios se transformara num acorde de ritmos naturais. Pensei que algo do outro lado da vida me chamava, mas repensei nas condições que minha alma ainda tinha que trabalhar aqui. Ainda não é tempo de despedidas. O tempo parecia de agradecimentos. Como o silencio me envolvia, tratei de pensar na gratidão que sentia. A vida passa, as coisas mudam, mas o que é verdadeiro não muda e não dissolve nesta selva de mundo. Imundo. Seria tão bom tudo mais limpo, mais unido, mas pacifico. mas o homem quer viver na guerra, não se ouve, não se cuida...se nega, e renega a bondade de estender a mão e dizer eu QUERO  te ajudar.

3 comentários:

Lincoln disse...

um dia
quando o mundo mudar
e o valor das coisas estiver acertado
vamos ficar tão contentes
de fazer parte desta transcendência
e iremos sorrir
um belo sorriso de vida em direção ao mundo que conseguimos recriar...
nós estaremos ido para muito longe daqui
mas muito mais próximos de nós mesmo

Lincoln disse...

*estaremos. leia-se: teremos... risos risos risos

Nancy disse...

JUSTAMENTE MEU QUERIDO LINCO!