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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Sonetinho de fim de tarde

Me esperando... Ele estava ali plantado com a sinceridade. Nascendo flores do seu eu-lírico. E era terno, bonito e tinha um corpo que na minha concepção era o mais lindo que já vi. Não nasci pra habitar o mundo contemporâneo que rega a beleza física com pseudo-gotas-de-ouro. ainda bem que habitava o deserto-de-mim-mesma.Gostava muito da composição dele. Estilo. Tinha nos seus braço um dragão. Pra quem o via de longe era o mais terrível de toda a nação, mas de perto cuspia gotas de caramelo. Eu, morava na parte baixa da cidade onde havia um jardim enorme e cultivava as rosas, as mais lindas que já vi. Passava o dia observando a movimentação daquele universo. De noite ia até a parte mais alta e brincava com as estrelas. Ele, um espírito tão rico e extremamente empírico me abraçava e a cada dia nos tornávamos mais próximos. Foi aí que o dragão morreu. E, nós, soluçamos de tanto chorar...Com o passar do tempo nos curamos. Aí então eu virei ele e vice-versa. O avesso de dentro. ´Fomos companheiros durante toda a existência emblemática numa face da terra. quando esse habitat deixamos, brincávamos de esconder nas nuvens...e o céu sorria.