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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cor na tela

A parada obrigatória nunca existiu
Assim como o tudo e o nada

***



Pessoas caladas num canto da sala
estão observando seus próprios umbigos
Todavia
Existe um menino sorrindo
Com seu caça-borboletas
Imaginando que o campo de trigo é bom pra correr
E vendo o mundo como se fosse um sonho
Eu, que estava observando
Fui até ele e lhe dei minha alma
E, ele, com todo seu encanto,
Me sorriu.
Eu sabia que conhecia aquele semblante de algum lugar
Mas mesmo assim não consegui decifrar
Enigmático e amparador
Me deu seu caça borboletas 
E nos pusemos a correr
Naquela sala ninguém nem percebeu 
Que o encanto da vida era mais que realidade
Que quando duas almas se encontram
Calçadas de coragem e reciprocidade
Nos fazem comer nuvens do céu
O melhor manjar dos Deus
Nossas borboletas eram as mais encantadoras
E desde então nunca mais paramos de procurá-las
Caçar nossas próprias borboletas
E viver dançando com elas
Sacudindo estrelas...


2 comentários:

Lika FRÔ disse...

AAAAIIII CHOREEEEEEEEEIII!!! QUE LINDOOOOOOO!!!
"Que quando duas almas se encontram
Calçadas de coragem e reciprocidade
Nos fazem comer nuvens do céu"

Luis Eduardo Veloso Garcia disse...

Lindo mesmo!!Tbm ia destacar essa parte, mais a Fro foi mais rapida!!
Me lembrou uma frase maravilhosa do conto "Aqueles Dois", do Caio Fernando Abreu:

"num deserto de almas também desertas, uma alma especial reconhece de imediato a outra"