whos.amung.us

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Me encontre no fim do arco iris...


Peguei o carro e parti pela estrada, liguei o rádio e coloquei uma música desconhecida. Já não pensava mais na tristeza do dia anterior, era como se eu estivesse sob um efeito transcendental...e era. Comecei a falar em voz alta comigo mesma e a partir daí criar uma comunicação com a pessoa mais próxima de mim...eu mesma. Como diz o ditado: tão longe, tão perto. Relembrei a minha vida há 7 anos atrás. Poderia escrever aqui milhares de qualidades, eu me reconhecia. Mas a vida nos apresenta momentos sensacionais e ao mesmo tempo atrozes. Senti uma sincronicidade do universo comigo. Mesmo assim não deixei as lembranças se dissiparem. Relembrei. E foi tão bom. Lembranças boas de uma vida simples, mesmo sendo na capital. Adorava o cheiro do café que eu fazia. Adora aquele apartamentinho desconfortável e pequeno. E eu me via completamente inocente. Nunca contei com o azar...a sorte era uma companheira inseparável. No carro naquele momento uma palavra também fazia parte da situação, uma palavra que não estava presente há muito tempo, o equilibro. Cheguei ao destino da minha corrida e com gestos suaves me coloquei diante de outras pessoas. E ali me senti tão perto de mim, por mais invisivel que parecesse a minha história para todos eles, me senti tão envolvida comigo mesma que a segurança que tanto procurava mesmo meio timida estava tentando se aproximar e com o coração mais sossegado me aproximei e consegui colocar palavras em situações inesperadas. Sincronicidade. Me senti grande naquele lugar natural. Tão grande quanto a natureza que me cercava. E atrai olhares de desconfiança e outros de satisfação. E, na volta, agradeci a todas a divindades por ter me dado a chance de fazer tudo isso e agradeci a mim mesma por tudo ter sido assim. Ensaiei um tropeço, mas como já disse o universo inteiro queria me ver de pé. Então, mais próxima da neutralidade de inspirações negativas, adormeci sorrindo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Na imensidão do meu ser, as vezes sou pequena, pode ser por não deixar a fresta da esperança emitir a luz da qual eu mais preciso. O medo, dela, da velocidade com que a luz penetra minha alma, e o infortúnio de não conseguir por mais ínfimo que pareça, dar um suspiro e demonstrar o descontentamento, das pequenas sílabas vocalizadas, impregnadas de esperança e tentativa de fuga deste nefasto momento.Aos olhos da pequena infante, surge a lágrima de desencanto, mas protegido pela panóplia erguida, avante de um gesto, a revolta do meu íntimo em balbuciar" não permito que me atinjas". A minha defesa me faz recuar, e como a sombra, manten-se do meu lado, atenuada, mais presente, por que ainda pulsa dentro de meu sórdido peito palpitante, um pandemônio que recita o verossímel verbo VIVER!

Nancy disse...

Muito bonita pessoa anônima conhecida...rs vc tbém escreve mto e deveria atualizar mais teu blog. bjão Claudia!