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quarta-feira, 9 de junho de 2010

Versos frios das sete Marias


Frio - saí dele...dum comprimido substantivo do asco
Da magnitude congênita da impaciência
De um conto de fadas desesperançoso
Da larva de um vulcão oprimido
Do desejo molestado por um grupo opressor
Da opressão propriamente dita

De que importa o que quero da vida?
Alguém aí tem um cigarro?
O sonho que conservei é deveras expressivo
mas não seria só a mim escrito
Quais os poderes ainda restam a um ser humano usado pelos outros
Se deixando usar
O poder maior vem da essencia
Que não fica doente
Nem pela inveja, nem pela ganancia e muito menos pela incerteza
A queda, nem sempre traz feridas
A transparencia do teu véu me deu sorte noutro dia
No dia que riram de mim na cama
Achando que eu não merecia nada
Isso não agrega nada na vida
Só disfarces de uma negação
Negas que me ama
Fala que amas outra, por puro medo
Pra mim basta eu saber
Ninguém mais! Esse é o segredo.
Não morrerei com ele...
Pelo contrário, o feitiço que tanto tinha medo
Erguerá na madrugada
Com as sete Marias enfileiradas
Dando flexadas solares ao Universo.

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