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terça-feira, 4 de maio de 2010

Soneto da sensitividade

Normalmente, desceria pela rua central.
Mas até quando ser normal?

Nunca acrescentaria nada ao dicionário particular
Muito menos a textura da espiritualidade milenar

Falar na primeira pessoa sempre
Entender que não somos um só
Somos o sorriso na padaria
Somos o beijo do moço
Somos o abraço do amigo
Somos a raiva da falsa moralista
Somos o filme que se viu a pouco
Somos a troca de energia pela meditação

Moooooçoooooo!!! Você me espera???
Vou até a próxima estação
Comprar uma passagem pro México
Arrumar um nome duplo
Me enveredar numa dança caliente
Tomar uma tequila
e depois disso olhar no teu olho
Você num olhar límpido
Um jeito meio indecente
Uma camisa xadrez soltinha
Daquelas que há anos mais não se vende

Vo te pedir que me conte uma daquelas histórias pra relembrar
E no meio de um gole, outro e mais um
Dançaremos um rock com a cabeça
E daremos risada de uma piada qualquer
Te darei um beijo em silêncio
E você me dará um beijo com paixão
E andaremos de mãos dadas, cada um consigo mesmo
Vendo como é bonito o céu e a lua
Mas admirando mesmo o que nos faz bem!
Ver através dos tempos que nada morreu
Que a velha figura cultural que todos denominam
Continua sendo denominada
E daí sem nenhuma prisão, anunciar alguma reconciliação
Uma coisa que nunca terminou
Num retrato de antigamente
O retrato de segundos atras...

3 comentários:

Lincoln disse...

linda poesia... mto mesmo... parabéns! boa semana!

Nancy disse...

Obrigada Moçooooo...rs

Rômulo disse...

Me faz sorrir essa moça. Inevitável não justapor tua fala a de um jovem estudante, apontando o dedo, inflamado, contra a cultura, de cima das teorias mal compreendidas, denunciando-a como prisão. Aqui não, o reconhecimento e uma tranquila observação, como quem dissesse: muito bem, é o que temos, façamos algo com isso agora. Conheci você uma mule(lher)ca, e agora você é uma mu(leca)lher.
Inté...