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terça-feira, 4 de maio de 2010

Sabores das sensações

Naquele dia, tudo estava cumprindo um caminho traçado por uma força maior. Cada ação, cada pessoa, um figurante do capitulo escrito da vida. E aí me lembro de você, uma figura gélida e introspectiva, que anunciava a morte como um dogma predestinado. Presságios de um futuro melhor, apesar da morte ao olhar egoísta, fosse o pior. Em meio a multidão que acompanhei, muitos findaram seus caminhos onde o sol batia. Outros fizeram questão de me acompanhar pelos mais turbulentos caminhos. E as trevas reinaram, e meu espirito caiu inumeras vezes. Quando o amor chega você traça batalhas com seu proprio ego esquizóide, compulsivo...e indaga qual a natureza de tal sentimento. Com garras de tigre, me segurei no amor. Mas não o escutei gritar dentro de mim. Seu grito ecoou e eu dei a preferencia ao grito do ciume, da impulsividade. Mas logo a calma veio, ela veio com espasmos de tortura, de autopiedade, mas fez exatamente o que deveria ser feito. Rapidamente notei traços de alegria no trágico, ensaios de beleza na sofreguidão e num tremor obscuro me surgiu numa noite escondida a figura gélida e intrspectiva que anunciara o fim. Veio até mim e me disse: Minha lágrima se fez verdade e a verdade é que o amor é feito pra somar, pra dar alívio e pra fazer dessa jornada uma luz mais brilhante para o que é realmente eterno!


"Quem, por medo do terrível, prefere o caminho prudente de fugir do risco, já nesse ato estará morto. Porque o medo lhe terá roubado aquilo que de mais precioso existe na vida humana: a capacidade de se arriscar para viver o que se ama."

Rubem Alves

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