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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

De novo?


Eu só peço respeito. Porque te dou também.
No teu mundo sombrio, o respeito é muito pequeno pra mim.
Na tua lapela havia um cravo.
Na tua moto havia um sonho.
E você esqueceu seu capacete no bar.
Com as mulheres da vida.
Com os cacos de vidro da tua indulgência.
Você, pobre homem.
Vestido de dinheiro e orgulho.
Rico como um gambá imundo.
Sujo como uma nota de um real.
E o teu respeito ficou no teu lixo.
No lixo onde você guarda tuas recordações assimétricas
Tuas fantasias recalcadas
E o teu respeito por mim se acidentou
Quebrou o pé, a mão, a bacia, o fêmur.
Nem deu tempo de chegar ao hospital.
Só restou o tempo de comemorar tua estupidez.
Tuas falsas idéias. Tua mentira.
E eu me consolando
Quando acordei desse falso sonho
Vi que deveria soltar foguetes e rojões.
Mas daí lá veio você
Com o olhar sorridente e esperançoso
Me dando sem pestanejar
Um respeito embrulhado no papel de estrelas
E eu disse
Te amo!
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Tem uma postagem no blog do Osho bem interessante hoje, vale a pena conferir:

http://www.palavrasdeosho.com/2010/02/nao-se-torture.html

2 comentários:

Lincoln disse...

rico como um gambá imundo... yé yé palavras afiadas hein garota do cabelo duro... bjos

Fogo disse...

gostei

=D